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O INSTITUTO BRASILEIRO DE CULTURA HISPÂNICA Início
 


Mesa da Sessão Solene - CINQÜENTA ANOS DO IBCH

(da esquerda para a direita: o Embaixador Antonio Fantinatto; o Reitor da PUC-RIO, Padre Jesus Hortal; o Cônsul-Geral da Espanha, Don Rafael Fernandez-Pita; o Presidente do IBCH, Professor Francisco de Souza Brasil e o Vereador Rubens Andrade)


      O Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica é uma Associação Civil sem Fins Lucrativos de caráter cultural e educacional. Sua Diretoria não é remunerada e trabalha apenas no intuito de criar, divulgar, desenvolver e intensificar vínculos e intercâmbios culturais entre o Brasil e a comunidade de países hispânicos. É reconhecido como de Utilidade Pública pela Lei Estadual nº 1.589, de 15 de dezembro de 1989 e pela Lei Municipal nº 2.595, de 03 de dezembro de 1997.

      O mais tradicional curso de aprendizagem da língua espanhola do Rio de Janeiro, desde sua inauguração em 30 de maio de 1956, já formou mais de 20.000 alunos na língua espanhola. Nosso grande sucesso está em nossa metodologia e na qualidade de nossos professores.

      No final do curso o aluno receberá um diploma do Instituto que o possibilitará a fazer a prova para o D.E.L.E. Para maiores informações, favor entrar em contato que teremos o maior prazer em atendê-lo.


SUA HISTÓRIA : PORQUE EXISTE

Em 1945, as Democracias enterravam, com a participação da União Soviética, o Fascismo no mundo.

A Espanha, entre 1936 e 1939, sofrera uma longa guerra civil, na qual, em estimativas otimistas, meio milhão de espanhóis pereceram.
 
A Guerra Civil espanhola, na verdade, foi um prelúdio da segunda Guerra Mundial: a II República, dominada pelos radicais de esquerda, ultrapassava as Instituições. O Governo não conseguia -- ou não queria -- controlar as ações de grupamentos paramilitares que agiam livremente, assassinando padres, bispos, incendiando Igrejas -- o que destruía um patrimônio histórico -, tudo sob os olhares complacentes de uma República que, orgulhosamente, se proclamava anti-clerical, talvez, para ocultar a sua impotência diante da intolerância dos radicais.

No meio, o Exército.

Do outro lado, a Igreja Católica -- uma das mais conservadoras da Europa (não nos esqueçamos de que Torquemada viveu e morreu em Segóvia) -- via com horror aqueles desmandos.

Cioso de seu heroísmo nas guerras de África, onde, recentemente, fora vencedor, a custo altíssimo de vidas, foi humilhado por uma lei da República, que, além de cortar verbas para a defesa interna, rebaixou de um posto todos os militares de carreira, alegando "medidas de economia".

E, ainda: os autonomismos regionais ameaçavam a desintegração do Estado: o país Basco, a Catalunha, e até a Galícia, já reivindicavam uma autonomia que beirava a independência, o que no caso do país Basco e da Catalunha, chegou a ocorrer.

O Exército via tudo isso com pavor: a desintegração do Estado, com particularismos locais (falando outras línguas que não o castelhano) , a ascensão de movimentos "sociais", coordenados pelo Komintern, quando não por anarquistas (nas Astúrias e na Catalunha) ou Trotskistas (na Catalunha, e, até, na Capital).

O General Francisco Franco, vitorioso em África, foi dos últimos a aderir ao que foi chamado "alzamiento".

Durante a longa guerra civil, morreram todos aqueles que lhe podiam fazer sombra. Emergiu como chefe. Taciturno gallego, sem o carisma dos seus contemporâneos fascistas, militar profissional, herói de guerra (na África), avesso às aventuras de “pronunciamientos” tão ao gosto daquele exército durante séculos, a seu modo, impôs a paz naquela Espanha destroçada, que chorava meio milhão de mortos na guerra fratricida, e internacionalizada pelas ambições das Potências totalitárias. A União Soviética apoiou a República moribunda, com armas e exército (as Brigadas Internacionais, recrutadas pelo Komintern), e a Alemanha nazista e a Itália Fascista intervieram a favor dos então denominados "nacionales".

Franco se torna Ditador. Ao contrário de seu vizinho Salazar, apóia o esforço de guerra do Eixo (mas, somente, na Frente Oriental , contra a União Soviética, da qual, ainda, se entende como inimigo).

Enquanto Salazar apóia decididamente os Aliados, até cedendo-lhes bases militares nos Açores, o General Francisco Franco envia à frente oriental uma Divisão de seu Exército, a Divisão Azul, comandada, sucessivamente, pelos Generais Augustin Muñoz Grandez, e Esteban Infantes.

A Organização das Nações Unidas recusa o ingresso da Espanha, considerada um país "fascista". E, era.

Mas, Espanha, procurando romper este bloqueio, desenvolve um projeto centrado na CULTURA HISPÂNICA, quer dizer, criar Institutos de Cultura, sem política, já que existe a América espanhola, e, por que não, o Brasil, maior território contínuo que Espanha já conquistou (e, sem "Conquistadores"-- já que, entre 1580 e 1640, o Brasil, por sucessão dinástica, tornava-se, passivamente, súdito dos Habsburgos).

  Assim foram nascendo os Institutos de Cultura Hispânica, inclusive o nosso. Sob os auspícios do governo espanhol, o então Reitor da então Universidade do Brasil, Professor Pedro Calmon, tornava-se o primeiro Presidente de nosso Instituto.

Fundado em 30 de maio de 1956, o Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica (I.B.C.H.), com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro, é uma sociedade civil de caráter cultural, sem fins lucrativos, com duração indeterminada, dedicada a criar, desenvolver e intensificar vínculos e intercâmbios culturais entre o Brasil e a comunidade de países hispânicos.
 
Francisco de Paula de Souza Brasil
Presidente